sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

Aula Legato no YouTube




Assistam à Aula On-line sobre Geografia da População!

https://www.youtube.com/watch?v=LmDq7CNiwrI

Bons estudos,
W.

domingo, 9 de agosto de 2015

CACD 2015 - TPS

Questão 27 – Geografia da População

Em dois casos recentes, centenas de imigrantes ilegais morreram em naufrágios no mar Mediterrâneo. No primeiro deles, em 21 de abril, ocorreram cerca de oitocentas mortes. Segundo dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, o que se verifica na atualidade é uma grave crise humanitária no mar Mediterrâneo, principal rota de entrada de refugiados e imigrantes ilegais no continente europeu. A respeito dessa crise, julgue (C ou E) os itens a seguir.

1 A maior parte dos migrantes que cruzam o Mediterrâneo são originários de países africanos e do Oriente Médio, regiões onde conflitos armados, miséria e perseguições estimulam a migração, tendo grande número de sírios passado a utilizar essa rota com a eclosão e o agravamento da guerra civil na Síria.
Alternativa correta.

2 No começo do século XXI, a rota mais popular entre imigrantes ilegais situava-se entre o oeste africano e a Espanha, e incluía territórios espanhóis no norte da África, como Ceuta e Melilla, e as Ilhas Canárias. Porém, com a crise em diversos países do norte da África, como Líbia, Tunísia e Egito, houve mudança de rota, em razão da desarticulação política e dos sistemas de controle marítimo e de fronteiras desses países.
Alternativa correta.

3 A União Europeia não criminaliza a entrada de imigrantes ilegais no território de seus países-membros, o que incentiva pessoas oriundas da África, do Oriente Médio e da Europa Oriental a buscarem empregos e melhores condições de vida na Europa Ocidental.
Erro: a Diretiva de Retorno aprovada em 2008 criminaliza a imigração desde 2010.

4 Em 2015, intensificou-se ainda mais a saída de imigrantes a partir do Marrocos, que se tornou ponto de partida de muitas viagens, já que traficantes de pessoas aproveitam-se do caos político no país, onde milícias rivais estão em conflito.
Erro: o Marrocos não se encontra em caos político.


Questão 28 – Geografia da Indústria e Globalização
QUESTÃO 28
Em 2008, os EUA vivenciaram o fenômeno conhecido como estouro da bolha imobiliária, que atingiu duramente a economia do país, a maior do planeta, e gerou ondas de impacto em escala global. Dois anos mais tarde, a crise atingiu a União Europeia, que se acreditava ser o mais sólido bloco econômico do mundo. No que se refere a esse assunto e a aspectos históricos a ele pertinentes, julgue (C ou E) os próximos itens.

1 A taxa de desemprego é um dos índices utilizados para se medir a gravidade da crise: os países mais industrializados e com nível tecnológico mais elevado, como Alemanha, França e Inglaterra, sofreram menos os efeitos da crise sobre as taxas de emprego, diferentemente de Itália e Portugal, por exemplo.
O gabarito marca certo, mais devemos lembrar que a participação da indústria no PIB italiano é maior que a de França e Reino Unido, embora seja menor que a da Alemanha; portanto a questão está ERRADA.

2 A crise europeia expressa-se pela enorme dívida pública, ocasionada por gastos excessivos, com despesas maiores do que as receitas e sem o devido lastro de reservas, em países como Grécia, Itália, Irlanda, Portugal e Espanha.
Alternativa correta.

3 O Tratado de Roma (1992), que instituiu a Comunidade Europeia, estabeleceu para os países-membros que a relação entre dívida pública e PIB não poderia ultrapassar o limite de 30%.
ERRO: o Tratado é o de Maastricht, e o limite é de 60% do PIB.

4 Em 2010, a relação dívida/PIB da Alemanha, da França e da Inglaterra estava bastante alta e acima do máximo estipulado pela União Europeia; entretanto, dado o fato de que esses países possuem economias altamente industrializadas, capacidade de investimento e grandes reservas internacionais controladas por seus bancos centrais, eventuais déficits em suas contas externas foram cobertos e ataques especulativos ao euro e à libra esterlina foram evitados.
Alternativa correta.





Questão 29 – Geografia Política e Geopolítica
QUESTÃO 29
O Brasil, terceira maior potência mundial agropecuária, enfrenta desafios logísticos, de infraestrutura e legais para continuar a crescer nesse setor, competindo internacionalmente. No que se refere a esse assunto e aos múltiplos aspectos a ele relacionados, julgue (C ou E) os itens a seguir.

1 Os investimentos em infraestrutura no território brasileiro, incluindo energia elétrica e transportes, mediante privatizações, concessões de serviços públicos a empresas privadas e parcerias público-privadas, estão se tornando, gradativamente, um problema para o governo federal em razão do desinteresse de grandes empresas nesse tipo de negócio.
ERRO: não há desinteresse.

2 As grandes distâncias entre as áreas produtoras de alimentos e os centros de industrialização, consumo, produção e portos, além de envolverem implicações de ordem local (ambiental, econômica, social, política), repercutem na escala nacional de uso do território brasileiro, dada a existência de fluxos de grande volume e baixo valor agregado entre regiões desprovidas de condições logísticas capazes de fazer frente às quantidades produzidas em larga escala.
Alternativa correta.

3 O atual modelo de uso do território brasileiro é marcado por uma regulação híbrida, cabendo tanto à iniciativa privada quanto ao poder público as ações de planejamento e execução de obras para escoamento da produção, por exemplo.
Alternativa correta.

4 Denominam-se demandas corporativas os investimentos públicos que, na visão política nacional, são destinados a superar as deficiências em transporte, conferir competitividade
e promover o crescimento sustentável do país, a partir do investimento estatal no setor de logística, considerado área estratégica de segurança nacional.
ERRO: Demanda corporativa é termo próprio à iniciativa privada.


Questão 30 – Geografia Agrária

O século XX terminou, sobretudo, sob o signo da mundialização do capital e sob o fim do socialismo nos países do Leste Europeu. Os países do terceiro mundo com dívidas externas elevadas submeteram-se de forma pacífica às políticas impostas pelo FMI. O Brasil assistiu, no início da década de 90, dois planos de controle financeiro e inflacionário, primeiro o Plano Collor e o confisco temporário do dinheiro depositado nos bancos. Em 1992, o país assistiu a Eco-92 e a pressão política sobre seu governo em decorrência do crescimento do desmatamento da Amazônia. Em seguida, com a saída de Fernando Collor de Mello e sua substituição por Itamar Franco, vieram o Plano Real, a eleição de Fernando Henrique Cardoso e a prevalência das políticas patrocinadas pelo FMI. Em resposta direta à expansão das culturas de exportação, particularmente da soja, os movimentos sociais exerceram forte pressão social pela Reforma Agrária.

A. U. Oliveira. A Amazônia e a nova geografia da produção da soja. In: Terra Livre, n.º 26, p. 13-44, 2006 (com adaptações).

Considerando o texto acima como referência inicial, julgue (C ou E) os itens seguintes.

1 Foram criados, nas últimas décadas, mecanismos de transferência de recursos do fundo público para o agronegócio brasileiro, de modo a viabilizar a cultura da soja para o mercado mundial.
Alternativa correta.

2 Entre o ideário econômico do moderno agronegócio e os movimentos sociais pela reforma agrária, o primeiro destacou-se em meados da década de 90 do século XX, com o apoio da mídia e do governo brasileiros.
Alternativa correta.

3 Grande parte do desmatamento na Amazônia é consequência direta de atividades predatórias desenvolvidas por grileiros de terras pública e(ou) devolutas, madeireiros e pecuaristas. pecuaristas.
Alternativa correta.

4 O aumento mundial da produção de soja, na última década, decorre das possibilidades reais de expansão de sua área cultivada em nível global, frente à diminuição dessas áreas em países da América do Sul, como Brasil, Argentina e Paraguai.
ERRO: A área no Brasil aumentou.





Questão 31 – Geografia Urbana
QUESTÃO 31
A segregação residencial é um dos mais expressivos processos espaciais que geram a fragmentação do espaço urbano. As áreas sociais são a sua manifestação espacial, a forma resultante do processo. Forma e processo levam a ver a cidade como um “mosaico social”. A partir da segregação das áreas sociais, originam-se inúmeras atividades econômicas espacialmente diferenciadas, como centros comerciais e áreas industriais. O inverso também é verdadeiro: a partir da concentração de indústrias na cidade, podem se formar bairros operários. A segregação residencial e as áreas sociais, por outro lado, estão na base de muitos movimentos sociais com foco no espaço.

R. L. Corrêa. Segregação residencial: classes sociais e espaço urbano. In: A cidade
contemporânea. São Paulo: Contexto, 2013, p. 40-60 (com adaptações).

Com relação ao tema tratado no fragmento de texto acima, julgue (C ou E) os itens que se seguem.

1 A segregação residencial tanto nas grandes quanto nas médias e pequenas cidades pode ser considerada como autossegregação, segregação imposta e segregação induzida.
Alternativa correta.

2 A segregação residencial é um processo espacial que se manifesta por meio de áreas sociais relativamente homogêneas internamente e heterogêneas em relação umas às outras.
Alternativa correta (e bem genérica!).

3 A segregação residencial resulta na minimização dos movimentos sociais, por afastar a população pobre das áreas centrais urbanas, e na maximização das representações das diferentes áreas sociais.
ERRO: Segregação amplia a razão de ser dos movimentos sociais.

4 Na cidade conurbada, as áreas de consumo de bens e serviços não são as mesmas para todos, e o tempo de deslocamento até elas é razão de diferenciação, o que facilita a elaboração de uma representação de centralidade urbana que seja a base de construção de identidades e de memória urbana.
ERRO: Non-sense... relações lógicas que não se justificam.

Abraços,
W.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Expectativa de vida brasileira - 2013 - IBGE



Segue o link:
http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/tabuadevida/2013/default.shtm

Abraços,
W.

Global Wage Report ILO



Link para o relatório produzido pela OIT!
http://www.ilo.org/wcmsp5/groups/public/---dgreports/---dcomm/---publ/documents/publication/wcms_324678.pdf

Abraços,
W.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

World Migration Report 2013 - IOM


Segue link do estudo que comentei na postagem sobre o gabarito:

http://publications.iom.int/bookstore/free/WMR2013_EN.pdf

Abraços,
W.

Gabarito prova de Geografia - TPS 2014

Olá
Gabarito da prova de 2014... Será que acertarei tudo? :-P


Questão 27
As leis do crescimento... realismo político - E; EDIÇÃO: não prestei atenção ao verbo RETIFICAM!!! A questão está errada, portanto...


A relação do Estado... complexo povo - C;

Por reconhecer... geopolítica clássica - C;

Por considerar... realismo político - E - Erro: não contradiz!



Questão 28

A panregião da Euráfrica... potências europeias - E - Erro: não englobava a Rússia;

A idealização... panregião fragmentada - C (escreverei a respeito posteriormente);

A formação das panregiões... influência estratégicas - E - Erro: panregião é concebida em função de espaços autárquicos;

Segundo essa hipótese,... comando da Alemanha - E - Erro: o mundo seria regionalizado em termos de poder, a fim de alcançar certo equilíbrio entre as potências (e ignorando a Inglaterra).



Questão 29

A dinâmica fundamental... essa dinâmica - C - acho temerária essa relação entre densidade demográfica e centralidade global, enfim;

A dispersão territorial... cidades globais - C;

A globalização... nítido declínio - C;

O nível máximo... do século XX - E - Erro: nível máximo de controle e de gerenciamento da indústria em São Paulo é tenso... na década de 1980, pior ainda...



Questão 30

Problemas... não consegui encontrar fonte que baseie o gabarito preliminar, mas como estou atarefado com a minha qualificação e com o livro... Vamos lá...

Os fluxos migratórios... orientação sul-sul - Gabarito preliminar marca C, mas de acordo com o relatório 2013 da IOM está ERRADA!

As migrações são... Marrocos e da Romênia - Gabarito preliminar marca C, mas antes de dar a minha opinião... Essa questão foi retirada da página http://www.orbis.org.br/analise/12/mitos-da-populacao-mundial. Está praticamente copiada... Meu gabarito seria ERRADO, porque as emigrações espanholas são fundamentalmente de imigrantes que decidiram abandonar o país em crise. Dizer que são migrações empresariais acho complicado. Ademais, havia a obrigatoriedade de julgar em função da atualidade...

Ainda que estejam... trabalho e de população - o gabarito preliminar marca C, mas acho questionável epistemologicamente (se elas estão mundializadas, como e por que se regionalizaram? ainda, as regiões receptoras e emigratórias costumam se perpetuar por décadas, ou seja, os fluxos existentes não começaram agora... a complementaridade segue um princípio econômico que outras correntes questionam)

Um aspecto... latino-americanos - E - Erro: europeus em predomínio numérico.




Questão 31

Sob influência... a Costa Rica - C

No fim dos anos 60... a Venezuela - C

A integração econômica... origem ao CARICOM - E - Erro: o que foi criado na década de 1960 foi o Caribbean Free Trade Agreement, não pode se confundir... o Tratado de Chaguaramas entrou em vigor em 1973.

Nos últimos anos 80,... origem ao NAFTA - E - Erro: primeiramente surgiu o acordo entre EUA e Canada, além de haver diferença entre união aduaneira e área de livre comércio...


Agora é esperar o resultado oficial!
Abraços,
W.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Bolsa Família


O Programa Bolsa-Família é reconhecido internacionalmente.
Alguns estudos sobre o Programa podem ser acessados nos links abaixo:


http://www.sae.gov.br/site/wp-content/uploads/WEB_Programa-Bolsa-Familia-2.pdf


http://repositorio.unb.br/bitstream/10482/3144/1/2007_CamileSahbMesquita.pdf


http://www.ipc-undp.org/pub/port/IPCOnePager137.pdf


http://www.anpec.org.br/encontro2010/inscricao/arquivos/000-3c339d648dea0d4f136a129e1be7c39b.pdf


http://portal2.tcu.gov.br/portal/pls/portal/docs/2055562.PDF


http://aplicacoes.mds.gov.br/sagirmps/simulacao/estudos_tecnicos/pdf/ETEC-03-2012%20Bolsa%20Fam%C3%ADlia%20e%20seus%20impactos%20nas%20condi%C3%A7%C3%B5es%20de%20vida%20da%20popula%C3%A7%C3%A3o%20brasileira%20principais%20resultados%20da%20pesquisa%20Avalia%C3%A7%C3%A3o%20de%20Impacto%20do%20Bolsa%20Fam%C3%ADlia%20II


Abraços,
W.

quarta-feira, 12 de março de 2014

Education at a glance 2013 - OECD


Estudo da OCDE sobre educação em países selecionados... Brasil incluído.
http://www.oecd.org/edu/eag2013%20(eng)--FINAL%2020%20June%202013.pdf
Abraços,
W

domingo, 9 de março de 2014

O que a Ucrânia representa?


Olá

Todos têm acompanhado o desenrolar dos fatos na Ucrânia, e acho interessante, engraçado, até, a falta de memória dos governantes das nações envolvidas...

A diplomacia não está dando resultado na Ucrânia... Os EUA ameaçam impor sanções, a UE também, e ambos não reconhecem a legitimidade do que ocorre na Crimeia. O que me parece é que a Ucrânia foi a gota d'água nas relações entre Federação Russa, EUA e UE.

Primeiramente, devemos lembrar que o espólio da extinta União Soviética ainda não está claramente definido. Logo após seu fim, em 1991, a Rússia estava bastante enfraquecida e isso é notório até mesmo demograficamente - pela primeira vez desde então, a Rússia registrou crescimento populacional (http://portuguese.ruvr.ru/news/2014_02_03/Medvedev-crescimento-da-populacao-na-Russia-em-2013-constituiu-23-mil-pessoas-8165/; http://portuguese.ruvr.ru/news/2013_12_12/Putin-pela-primeira-vez-desde-1991-R-ssia-registra-crescimento-natural-da-popula-o-1190/), obviamente com subsídios consideráveis e com a eleição dos homossexuais como bode expiatório (http://oglobo.globo.com/mundo/putin-compara-homossexuais-pedofilos-11345223). Esse enfraquecimento possibilitou que algumas das antigas repúblicas se desprendessem da influência russa direta, mais especificamente Estônia, Letônia e Lituânia, os três países integrantes da União Europeia.
A própria União Europeia, anos depois do fim dos regimes comunistas, iniciou sua expansão para o Leste, atingindo diretamente os interesses russos nos satélites do bloco comunista, e, posteriormente, nas próprias ex-repúblicas, como os já mencionados países bálticos. Essa expansão favorece diretamente a Alemanha, maior economia europeia, e realimenta a antiga disputa entre russos e alemães pelo Leste Europeu.
Quando enfraquecida, a Rússia pouco pôde fazer contra os chechenos e a favor dos sérvios nos espólios da extinta Iugoslávia, tradicionais aliados do sul da Europa (russos e sérvios são eslavos; Iugoslávia - 'eslavos do sul'). Houve intervenção dos países europeus e dos EUA na Bósnia, por meio da OTAN. Os sérvios se envolveriam em outro conflito novamente, na região autônoma do Kosovo, e dessa vez um impasse não pode ser evitado - de facto, com apoio dos EUA e de alguns países europeus, o Kosovo se tornou independente, embora não seja reconhecido ainda por muitos países, principalmente a Rússia, membro permanente do Conselho de Segurança da ONU.
O Kosovo não é o único problema europeu dos espólios do antigo bloco comunista. Outros problemas, por vezes ignorados pelos países ocidentais que tanto se empenham com uma solução para a crise ucraniana, ainda carecem de definição: 1) a Transnístria, 'república' entre Ucrânia e Moldova, que decretou sua independência deste país com apoio de soldados russos; 2) Abkházia e Ossétia do Sul, enclaves no território georgiano reconhecidos por Moscou como Estados independentes (http://www.nytimes.com/2008/08/27/world/europe/27russia.html?pagewanted=all&_r=0); 3) o conflito entre armênios (aliados russos) e azeris (rivais, portanto) pelo controle de Nagorno-Karabakh também sob forte influência dos interesses russos, em oposição ao de americanos e europeus; e 4) a Chechênia, hoje berço de alguns terroristas responsáveis por atentados em território russo. Cabe ressaltar apenas que as repúblicas do Cáucaso são, em geral, contemporaneamente regionalizadas no Oriente Médio; na Ásia, portanto.
Esses conflitos permanecem em aberto há décadas, sem grande comoção internacional. A própria Ucrânia já passou por instabilidade interna durante a famosa Revolução Laranja, em que o próprio Yanukovych era uma das figuras centrais da fraude eleitoral. Houve o caso de envenenamento do líder oposicionista Yushchenko, não totalmente esclarecido, mas atribuído diretamente aos serviços de inteligência russos.
Não por acaso, esses países que resistem ao poderio russo com mais vigor - Geórgia, Ucrânia, Azerbaidjão e Moldova - fundaram no final da década de 1990 a Organização para Democracia e Desenvolvimento Econômico ou GUAM. Tinham claro objetivo de fortalecer sua soberania frente à Russia, ademais de ser passagem de energia para Europa e EUA sem qualquer participação russa. Turquia e Estônia são Estados observadores do GUAM, além de integrarem a OTAN. Não por acaso, outrossim, Geórgia e Ucrânia são candidatas a integrar a poderosa aliança estratégico-militar, encabeçada pelos EUA e com cláusula de segurança coletiva. O próprio Congresso estadunidense reconhece a ameaça explícita do presidente Putin à Ucrânia caso ela ingresse na OTAN (https://www.fas.org/sgp/crs/row/RL34701.pdf). Devemos lembrar que a Ucrânia depende do abastecimento energético russo (o que gera sucessivas crises) e que parte da frota marítima russa está na Crimeia, em Sebastopol.
Aparentemente, desde 2008, o ingresso de Geórgia e Ucrânia estavam paralisados. Oficialmente, devido aos trâmites e processos necessários para a adesão plena, mas cabe ressaltar que em 2009 o START I expirou, e, com as negociações necessárias, houve uma reaproximação entre EUA e Rússia que culminou com a assinatura do novo tratado START em 2010 (http://www.state.gov/t/avc/newstart/index.htm; http://mundorama.net/2010/01/08/um-novo-comeco-para-o-start-os-eua-a-russia-e-a-proliferacao-nuclear-por-cristina-soreanu-pecequilo-alessandra-aparecida-luque/). Nesse ínterim, houve a suspensão da instalação de escudos antimísseis pela OTAN em países do Leste europeu, notadamente Polônia e República Tcheca. Lembremos, ainda, que esse acordo foi assinado entre Obama e Medvedev.
Os interesses russos e estadunidenses divergiram fortemente em dois episódios recentes, o programa nuclear iraniano e a guerra civil síria. O caso Snowden foi o pretexto que faltava para azedar de vez as relações entre Rússia e EUA e oficializar o provável cancelamento da reunião bilateral que ocorreria em São Petersburgo (http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2013/08/07/desprezo-de-obama-a-putin-anuncia-fim-de-aproximacao-entre-eua-e-russia.htm). Os dois países do Oriente Médio são simbólicos para a influência russa no sistema internacional. Há uma base naval russa na cidade de Tartus (http://www.bbc.com/news/world-middle-east-18616191) e o programa nuclear iraniano conta sobremaneira com o apoio russo. Em ambas as situações, a Rússia de Putin conseguiu isolar os EUA diplomaticamente de forma magistral - uma iminente invasão à Síria sob pretexto humanitário foi abolida com o compromisso de Assad de destruir os arsenais químicos, enfurecendo os aliados estadunidenses no Oriente Médio - Israel e Arábia Saudita; o Irã cedeu e aceitou assinar um acordo provisório sobre seu programa nuclear (http://eeas.europa.eu/statements/docs/2013/131124_03_en.pdf), prejudicando os interesses norte-americanos no Oriente Médio.
Parece-me, pois, que após infligir duas consideráveis derrotas aos EUA, a forra viria de qualquer jeito. Não sob o aspecto cru das relações internacionais, mas sob o signo da liberdade do povo ucraniano, do combate ao corrupto-presidente-ucraniano-aliado-de-Putin.... A Ucrânia foi o tradicional celeiro da União Soviética, e da Europa, é a mais importante das antigas repúblicas comunistas. Ademais, a aproximação com a União Europeia e com a OTAN, esta muito mais significativa que aquela, poderia significar um risco por demais considerável para a Rússia - primeiramente, por conta do sistema antimísseis, que poderia utilizar o território ucraniano, e, em segundo lugar, pela localização das tropas russas na Crimeia. Realmente é difícil imaginar que, simultaneamente, um país seja membro da OTAN e tenha tropas russas estacionadas em seu território.
A OTAN foi criada em 1949 como parte da estratégia estadunidense de contenção da União Soviética, por sua vez, herança da teoria mackinderiana de controle do Heartland, impedindo que o Estado que o domine consiga expandir seu poder para fora desta área. Kissinger lembra que tanto a União Europeia quanto a OTAN são os pilares da relação atlântica entre EUA e Europa. Assim, a Ucrânia está sendo o bode expiatório das relações de poder de Rússia, UE e EUA. Apesar de muito democráticos, EUA e Europa estão apoiando partidos de extrema-direita, grupos neonazistas ucranianos que incitam a violência e não se preocupam muito com direitos humanos ou com quaisquer tipos de liberdade (http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Internacional/-Moniz-Bandeira-aponta-alianca-entre-ONGs-ocidentais-e-neonazistas-na-Ucrania/6/30265).
O problema interno maior agora é evitar os conflitos étnicos entre russos, ucranianos e tártaros, principalmente na Crimeia que, ao que tudo indica, deve retornar à Rússia ou se tornar independente da mesma forma que Transnístria, Abkházia e Ossétia do Sul. Esse território pertenceu à Rússia até 1954, quando foi cedido à Ucrânia. Com o colapso da URSS e o enfraquecimento russo subsequente, tornou-se república autônoma dentro do Estado ucraniano. Entretanto, a situação está bem diferente, com Rússia fortalecida, UE em crise e EUA com problemas orçamentários graves.
A população parece acreditar que o problema se resume meramente a arranjos políticos étnicos. Uma Ucrânia de ucranianos pró-Ocidente, russos ucranianos que apoiam incondicionalmente o corrupto Yanukovych, e tártaros da Crimeia que não simpatizam de modo algum com um retorno à Rússia, devido às deportações stalinistas. Triste perceber que em situações de crise o que menos importa é o raciocínio... o futuro de um país parece entregue a paixões semelhantes ao de uma torcida organizada de futebol. A identidade se torna extremamente narcísica, descambando para o radicalismo da extrema-direita. A falência do grupo social é o primeiro passo para a barbárie... A par do conhecimento desse processo, podemos nos questionar se o Ocidente é tão democrático e liberal, se Putin é tão calhorda e se a União Europeia tem condições de representar uma saída aos problemas ucranianos. A única conclusão a que chego é que na crise ucraniana o que menos importa é o próprio povo ucraniano. Esse processo de individuação psíquica está apenas começando, ao que parece, e ele nunca ocorre sem graves conflitos... Basta lembrar que hoje a Chechênia é mais muçulmana que antes de 1991...
O que de fato está em jogo é:
1) o limite do poder russo (a Crimeia ficará com a Rússia?; haverá mesmo uma revanche contra Putin por conta da Síria e do Irã?)
2) o limite de expansão da OTAN (a Ucrânia ingressará na OTAN e na UE?)
3) os corredores de energia até os países europeus (o Mar Negro e o Cáucaso mantêm-se sob influência russa até que ponto?)
4) a base conceitual da Geopolítica mackinderiana de controle do Heartland (não haverá nova ordem mundial enquanto seus pressupostos geopolíticos não se alterarem)

Acho engraçado é ouvir, durante essa crise internacional, os EUA reclamarem de um país violar a soberania de outro... O Putin não é exemplo ético, mas os EUA e a UE seriam, financiando grupos neonazistas? Os valores defendidos em casa se aplicam ao vizinho, nas Relações Internacionais?

Abraços,
W.

sábado, 8 de março de 2014

Política global sobre drogas - UNODC


É interessante notar mudanças no controle da comercialização e do consumo de drogas nos últimos anos no Brasil e no mundo. Basta lembrar dos fracassos no México e na Colômbia. Há, recentemente, as experiências em alguns estados norte-americanos e o mais emblemático de todos, o do nosso vizinho Uruguai, à frente de uma nova política, especificamente, sobre a maconha. No caso uruguaio, a política adotada vai além do previsto em políticas internacionais.
Algumas referências para o acompanhamento desse tema, cujos debates estão apenas no início de uma nova fase:

IDPC Advocacy Note: http://www.undrugcontrol.info/images/stories/documents/IDPC-Advocacy-Note_UNODC-contributions-HLS.pdf
Contribution of the Executive Director...: http://www.undrugcontrol.info/images/stories/documents/unodc-ed-2014-1.pdf
Drug policy provisions...: http://www.undrugcontrol.info/images/stories/documents/drug-policy-provisions.pdf

Lembrando que o próximo encontro da Comissão ocorrerá nesse mês em Viena.

Relatório UNODC 2013: http://www.unodc.org/unodc/secured/wdr/wdr2013/World_Drug_Report_2013.pdf

Abraços,
W.

Enquanto isso no Brasil - Desigualdade de gênero e raça - Dia Internacional das Mulheres



Links para os estudos sobre desigualdades de gênero e raça no Brasil:

IPEA: http://www.ipea.gov.br/retrato/pdf/revista.pdf
OIT: http://www.oitbrasil.org.br/sites/default/files/topic/gender/pub/igualdade_genero_262.pdf
IPEA 2: http://www.ipea.gov.br/agencia/images/stories/PDFs/livros/livros/livro_facesdadesigualdade.pdf

Abraços,
W.

Dia Internacional da Mulher - Waris Dirie e Desert Flower Foundation



Waris Dirie é uma mulher somali que se tornou supermodelo e ganhou notoriedade ao contar sobre a experiência que passou ainda muito jovem - a mutilação genital feminina. Essa prática extirpa o clitóris e os grandes e pequenos lábios, e após esse terror é feita uma sutura (esse he o termo adequado?) que deixa um pequeno espaço para a urina e o fluxo menstrual. A história dela foi contada no filme Flor do Deserto, que recomendo para aqueles que precisam se inspirar na vida...
Infelizmente, essa prática acompanhou as diásporas e há casos relatados em países europeus e nos EUA.
Talvez o foco tenha mudado ao longo das décadas, mas a luta por uma existência digna para as mulheres ainda está longe, muito longe de terminar.

Nesse caso, a castração feminina rompe o simbólico e chega à própria mutilação.


WHO: http://www.who.int/reproductivehealth/topics/fgm/prevalence/en/
Eliminating FGM: http://whqlibdoc.who.int/publications/2008/9789241596442_eng.pdf?ua=1
Desert Flower Foundation: http://www.desertflowerfoundation.org/en/


Feliz dia para todas as mulheres do mundo :)

Abraços,
W.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Venezuela e o opositor Leopoldo López Mendoza



Para entender o que acontece na Venezuela...

ICHR - López Mendoza vs Venezuela: http://www.corteidh.or.cr/docs/casos/articulos/seriec_233_ing.pdf
Hugo Chávez: construcción hegemónica del poder y desplazamiento de los actores tradicionales en Venezuela (1998-2000) - http://www.redalyc.org/pdf/279/27901706.pdf
Capriles e López - http://edition.cnn.com/2012/02/09/world/americas/venezuela-chavez-challengers/index.html
Carta Capital - http://www.cartacapital.com.br/internacional/entenda-os-protestos-na-venezuela-8218.html
- http://www.cartacapital.com.br/internacional/a-venezuela-para-alem-das-torcidas-7057.html
- http://www.cartacapital.com.br/internacional/o-brasil-comprou-a-versao-de-maduro-para-a-crise-na-venezuela-9335.html
- http://www.cartacapital.com.br/internacional/venezuela-mortes-em-manifestacao-sao-ponta-do-iceberg-8636.html
- http://www.cartacapital.com.br/internacional/palco-de-confrontos-entre-opositores-e-chavistas-venezuela-e-terreno-fertil-para-insatisfacao-4177.html
- http://www.cartacapital.com.br/internacional/escalada-da-violencia-reforca-polarizacao-politica-na-venezuela-6292.html
Ruptura entre a oposição: http://www.elpais.com.uy/mundo/oposicion-comienza-mostrar-signos-ruptura.html
Documento vazado pelo Wikileaks sobre a figura de López: http://wikileaks.org/cable/2009/11/09CARACAS1408.html.

Abraços,
W.


Vírus gigante renasce da tundra gelada da Sibéria - Ebola


Um amigo postou essa reportagem da Folha no Facebook http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,virus-gigante-renasce-da-tundra-gelada-da-siberia,1137269,0.htm. Imediatamente me lembrei do surto de Ebola, no antigo Zaire, hoje República Democrática do Congo... Vcs se lembram disso?

Procurando sobre esse vírus, encontrei matéria publicada hoje pelo The Wall Street Journal: http://online.wsj.com/news/articles/SB10001424052702303369904579421712405722506?mg=reno64-wsj&url=http%3A%2F%2Fonline.wsj.com%2Farticle%2FSB10001424052702303369904579421712405722506.html.

Mapa sobre o Ebola (ainda sem o Sudão do Sul): http://www.who.int/csr/disease/ebola/Global_EbolaOutbreakRisk_20090510.png?ua=1.
Documento do CDC: http://www.cdc.gov/ncidod/dvrd/spb/mnpages/dispages/Fact_Sheets/Ebola_Fact_Booklet.pdf.
Link da WHO: http://www.who.int/csr/disease/ebola/en/

Abraços,
W.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

O Pequeno Príncipe - Le Petit Prince - The Little Prince - El Principito




Há uma mostra em NY sobre o livro, então trouxe os links para o livro em
Português - http://narradoresdoreconcavo.com.br/listas/arquivos/340/o_pequeno_principe.pdf
Francês - http://www.bytecode.ch/IMG/pdf/st_exupery_le_petit_prince.pdf
Inglês - http://www.arvindguptatoys.com/arvindgupta/littleprince.pdf
Espanhol - http://www.agirregabiria.net/g/sylvainaitor/principito.pdf

Abraços,
W.

Bali Ministerial Declaration



Segue o link: http://wto.org/english/thewto_e/minist_e/mc9_e/balipackage_e.htm.

E os links da The Economist e do The Guardian:
http://www.economist.com/blogs/freeexchange/2013/12/world-trade-organisation;
http://www.theguardian.com/global-development/poverty-matters/2013/dec/06/wto-agreement-bali-helped-developing-countries-india.

Abraço,
W.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Economic and Social Panorama of the Community of Latin American and Caribbean States 2013 - CELAC, 2014



De acordo com o documento, [...] this issue of the Economic and Social Panorama of the Community of Latin American and Caribbean States is a contribution by the Economic Commission for Latin America and the Caribbean (ECLAC) to the second Summit of Heads of State and Government of the Community of Latin American and Caribbean States (CELAC), to be held in Havana in January 2014.

Segue o link: http://www.eclac.cl/cgi-bin/getProd.asp?xml=/publicaciones/xml/5/52075/P52075.xml&xsl=/publicaciones/ficha-i.xsl&base=/publicaciones/top_publicaciones-i.xsl#

Abraço,
W.

Tymoshenko é libertada e Yanukovych é deposto



Em breve, comentários acerca da situação ucraniana.

Cobertura do Washington Post: http://www.washingtonpost.com/blogs/worldviews/wp/2013/12/09/this-one-map-helps-explain-ukraines-protests/

Cobertura da BBC: http://www.bbc.co.uk/news/world-europe-26304842.

Abraços,
W.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Sahel, EUA, França e África: La France gendarme en chef du Sahel - Le Monde Diplomatique



Matéria publicada no sítio http://blog.mondediplo.net/2014-02-06-La-France-gendarme-en-chef-du-Sahel.
Leia também O livro branco francês: http://www.ladocumentationfrancaise.fr/var/storage/rapports-publics/084000341/0000.pdf.

Quero servir no Djibouti, sempre quis conhecer lá hehe

Abraços,
W.

La France gendarme en chef du Sahel

Sans trop le dire, l’exécutif français, sous la houlette du ministre de la défense — un très proche du président François Hollande — organise actuellement un redéploiement de ses moyens militaires dans le Sahel, en rêvant de coordonner son dispositif avec les Américains, et en envisageant à terme le lancement d’une — nouvelle ! — opération internationale en Libye.


##Partage du fardeau
##Haut niveau
##Opération dans le « trou noir » ?
##Face cachée ?
##Remaillage méthodique

Jean-Yves Le Drian, le ministre français de la défense, s’en est expliqué à Washington, le 24 janvier dernier, lors d’un propos liminaire à sa conférence de presse conjointe avec son homologue américain Chuck Hagel]. Explication de texte...

« J’ai présenté à M. Hagel la manière dont la France allait prochainement reconfigurer son dispositif militaire en Afrique et au Sahel pour mieux identifier et cibler les menaces terroristes sur cette vaste zone qui va de la Mauritanie au Tchad ».

- Reconfiguration, et non pas révolution, transformation, ou réduction : on bouge les pions, on redimensionne les unités, on redéfinit les priorités et les modes d’engagement, mais on ne ferme pas les implantations.

- Prochainement, c’est-à-dire sans doute cette année, mais ce n’est donc pas fait ; une affaire de mois, au minimum.

- Cibler les menaces terroristes : il ne s’agit pas (ou plus) d’aider les Etats en matière de gouvernance, de sécurité au sens large, d’intégrité de leur territoire, de retour à la légalité, etc., mais surtout d’empêcher la reconstitution « d’émirats » djihadistes, à l‘instar de ce qui s’était passé en 2012 au Nord-Mali.

- De la Mauritanie au Tchad : comprendre qu’il suffirait de peu (passer du Tchad au Soudan, puis à Djibouti-Somalie, au Yémen et au Golfe) pour retrouver « l’arc de crise de l’Atlantique à l’océan Indien », autrement dit le « croissant terroriste » identifié dans le Livre blanc sur la défense et la sécurité nationale (PDF), publié sous la présidence Sarkozy.

Partage du fardeau Retour à la table des matières

« Une menace [terroriste] à la fois pour ces Etats africains, mais aussi pour notre sécurité collective. Ce réajustement de notre dispositif, qui doit nous permettre d’être plus réactif et plus flexible, doit aussi tirer davantage parti des synergies possibles avec nos partenaires stratégiques ».

- Notre sécurité collective : s’adressant aux amis américains, le propos ne peut que faire mouche. La chasse aux terroristes est une préoccupation constante outre-Atlantique. Mais le partage de fait du « fardeau » de la sécurité en Afrique avec la France est une vieille constante, même si le Pentagone a fait son entrée sur le continent en mai 2003 avec la création d’une base à Djibouti, complétée en 2013 par une implantation de drones au Niger, et d’un commandement spécialisé pour l’Afrique (« Africom »), mais basé à Stuttgart, en Allemagne. Pour l’essentiel, Washington reconnaît le savoir-faire et l’implication méritoire de la France dans les interventions militaires en Afrique, et lui accorde son soutien logistique (transport, renseignement).

- Réajustement du dispositif : il s’agit d’un redéploiement progressif des moyens français dans le Sahel, avec une baisse des effectifs au Mali mais le maintien d’une base militaire (1 000 hommes à Gao, avec hélicoptères) ; développement des moyens d’observation et de renseignement, regroupés notamment à Niamey, au Niger (drones, avions de patrouille Atlantique) ; concentration des autres moyens aériens (chasseurs, transports tactiques) à N’Djamena, au Tchad ; maintien d’une base-arrière pour le détachement « Sabre » des forces dites « spéciales » à Ouagadougou, au Burkina-Faso (d’où ces unités commandos peuvent rayonner, par exemple sur le site d’Areva à Arlit au Nord-Niger, ou à Faya-Largeau, au Nord-Tchad) ; avec un appui, côté logistique, sur la base d’Abidjan (Côte d’Ivoire).

- Réactif et flexible : c’est le rêve ! Mais tout cela se passe dans des zones semi ou totalement désertiques (mais pas inhabitées), et vastes comme le continent européen… Sur le plan militaire, cette légèreté de l’empreinte, cette mobilité, cette souplesse et cette réactivité sont tout à fait dans les visées américaines, telles qu’elles avaient été formulées déjà par Donald Rumsfeld, secrétaire à la défense de 2001 à 2006, à l’époque du président George W. Bush.

- Les synergies : l’ami américain se tient derrière les Français et autres Européens (exerçant, si possible, une sorte de « leadership en retrait »), en leur assurant une couverture satellite, une aide au ciblage, des facilités de renseignement et de transport…

Haut niveau Retour à la table des matières

« J’ai proposé à M. Chuck Hagel d’approfondir et la coopération opérationnelle et le dialogue stratégique avec Washington sur l’Afrique, avec notamment la mise en place d’un groupe à haut niveau d’analyse stratégique sur cette région. Ce groupe aura pour tâche de développer une réflexion sur le cadre nous permettant de passer d’une logique de soutien dans l’urgence à une logique d’opérations coordonnées, voire conjointes, dans la durée ».

- Coopération opérationnelle : elle n’est guère avancée, sauf sur l’aéroport de Niamey, où les drones américains et français (récemment livrés par les Américains) se côtoient et se répartissent sans doute les zones de patrouille — sachant que les deux Reaper « français » à l’œuvre ne sont pas armés, contrairement à certaines des machines utilisées par les collègues américains.

- Dialogue stratégique : il n’est pas formalisé, même si des think tanks ou des organismes publics organisent, des deux côtés de l’Atlantique, des séminaires, colloques et autres échanges sur la question.

- Le groupe à haut niveau : c’est une première, dans le genre ; mais c’est le type de proposition qui ne mange pas de pain ! A voir à l’usage…

- Soutien dans l’urgence : c’est ce qu’ont accordé les Américains chaque fois que Paris se lançait dans une opération de « police » en Afrique ces dernières années.

- Opérations coordonnées, voire conjointes : c’est peut-être, pour la France moyenne puissance », pousser le bouchon un peu loin !

- Dans la durée : il n’est pas sûr que Washington souhaite s’engager à long terme sur un terrain qui ne fait pas partie de ses grandes priorités stratégiques, même si elle garde un œil acéré sur Al-Qaida et ses métastases régionales.

Opération dans le « trou noir » ? Retour à la table des matières

Pour les Américains comme pour les Français, l’interrogation principale concerne la Libye, qu’évoquait récemment l’amiral Edouard Guillaud : « Sans Etat, elle reste un “trou noir”. Nous ne voudrions pas que ce ”trou noir” devienne un nouveau centre de gravité, de régénération en équipement et armes : un jour, il faudra bien se poser la question à l’échelle internationale ».

Pour le chef d’état-major français sortant, une action internationale, menée bien sûr en liaison avec les autorités libyennes actuelles, et visant à “nettoyer” le Fezzan, la région de l’Oubari-Sebha-Mourzouk, serait un « scénario idéal ». Le Niger, où les militaires américains et français s’implantent donc durablement, est en première ligne : son ministre de l’intérieur, Massoudou Hassoumi, a déclaré le 5 février sur Radio France Internationale (RFI) que son pays souhaite une intervention des puissances étrangères dans le sud de la Libye, qui constitue « un incubateur des groupes terroristes ».

Reste l’inconnue algérienne, qu’évoque par exemple Jean-Dominique Merchet sur son blog Secret défense : « Jean-Yves Le Drian n’a pas encore pu expliquer en détail à ses interlocuteurs algériens, par exemple le premier ministre Abdelmalek Sellal, ce que la France faisait dans ce qu’Alger considère volontiers comme son arrière-cour.

Voir 3 000 militaires français déployés en permanence au sud de l’Algérie pourrait ne pas amuser tout le monde là-bas, alors que les relations avec l’ancienne puissance coloniale restent passionnelles. Sur le papier, Alger et Paris combattent les mêmes groupes djihadistes, mais la réalité du terrain et les susceptibilités des uns et des autres ne permettent pas une coopération étroite et confiante. L’Algérie pourrait donc rester le point aveugle de cette “régionalisation de la bande sahélienne”, mise en place par la France. »

Face cachée ? Retour à la table des matières

Le gaz, l’or et l’uranium, moteurs de l’activisme français ? C’est ce qu’assurent la plupart des observateurs étrangers, pour qui il y a une face cachée à ces interventions présentées comme « humanitaires ». Ils ne comprennent pas autrement le volume et la constance de l’effort sécuritaire français dans cette région, avec son dernier avatar : l’opération Sangaris, en République centrafricaine.

Mais le gaz, c’est l’Algérie. Pour ce qui est de l’or, « la France apparaît quelque peu marginale », reconnaît l’ONG Survie qui, d’ordinaire, ne la ménage pas. Reste l’uranium : la France, numéro un mondial du nucléaire civil, contrôle 20 à 25 % du marché international. Le minerai extrait au Niger [1], est une source d’approvisionnement capitale (25 à 30 % du total d’Areva) mais pas unique : sur le continent africain, Areva est également présent au Gabon, en Namibie, en Afrique du Sud, et vise dans le futur la Centrafrique, voire le Mali. Ailleurs, il y a également l’Australie, la Mongolie, le Canada. Les mirifiques gisements qui, selon certains, seraient enfouis sous le Sahel, existent peut-être, mais restent pour le moment hors d’atteinte.

Il faut plutôt voir dans l’engagement « incompréhensible » (y compris pour l’opinion hexagonale) des militaires français en Afrique le résultat d’un « mix » : l’étroitesse des liens politiques, économiques et humains avec ces pays ex-colonisés de l’aire francophone ; la défense d’une position internationale qui est de plus en plus contestée à la France (le siège de membre permanent au conseil de sécurité de l’ONU ; et la « claque » des alliés africains, qui votent souvent aux côtés de la France, etc.). Pour autant, en dépit de certaines apparences, on n’en est pas au « retour au temps béni des colonies ».

Remaillage méthodique Retour à la table des matières

L’intendance suivra-t-elle ? En principe, la reconfiguration est à coûts constants. Mais l’entretien sur le terrain d’une trentaine d’aéronefs, de moyens d’écoute et de renseignement, ainsi que la relève des personnels (notamment en forces spéciales, très sollicitées ces temps-ci, alors que leur effectif total n’est que de 3 000 hommes) pourrait générer quelques dérapages budgétaires, qu’il faudra bien compenser.

Et, au passage, cette remarque d’un lecteur du blog Secret défense : « A force d’investir l’Afrique et autres territoires avec des unités surentrainées, que fait le reste de l’armée de terre en France ? L’immense terrain d’opérations en Afrique est d’ailleurs en train de démontrer que les régiments classiques , “de préfecture”, sont hors de course [2]. Voire le gouffre de crédits mal employés ».

On est loin en tout cas des objectifs de rétractation du dispositif militaire français en Afrique, évoqués par Nicolas Sarkozy en 2008, voire de la fermeture des bases longtemps rêvée par une partie de la gauche. C’est au contraire un remaillage méthodique qui est à l’œuvre, à effectifs constants (6 000 hommes), mais avec un rééquilibrage en faveur du Sahel (où seront déployés au total 3 000 hommes), compensé par une nouvelle baisse d’effectifs à Djibouti (qui reste, pour l’instant, la base la plus importante du dispositif français, mais tournée essentiellement vers la Somalie, la Corne, le Golfe). Une reconfiguration dans une optique décidément très « américaine » : forces spéciales, mobilité, souplesse. La France, bon élève de l’OTAN !


Notes

[1] Raphaël Granvaud, auteur de Areva en Afrique, une face cachée du nucléaire français (éditions Agone, Dossier noir n° 24 de Survie. 304 pages, 14 euros) écrit : « Alors qu’une lampe sur trois est éclairée en France grâce à de l’uranium nigérien, la plupart des Nigériens n’ont pas l’électricité. »

[2] En fait, c’est sur ces régiments que sont prélevés, entre autres, une partie des effectifs prépositionnés ou envoyés en opération extérieure en Afrique.

Comment la chaîne Globo a construit une communauté nationale imaginaire - Le Monde Diplomatique



Matéria retirada do sítio http://www.monde-diplomatique.fr/2013/07/OUALALOU/49356.

Comment la chaîne Globo a construit une communauté nationale imaginaire

Les « telenovelas », miroir de la société brésilienne


Promues sous la dictature (1964-1985) dans l’optique de souder ce pays-continent, les « telenovelas » brésiliennes ont évolué. Suivies par l’ensemble de la population, elles tendent un miroir à une société en plein bouleversement. Or la transformation récente du géant sud-américain ne saurait se résumer à sa devise, « Ordre et progrès », comme le révèlent les récentes manifestations dans les grandes villes du pays.

par Lamia Oualalou, juillet 2013


« Il n’y aura personne ! » L’équipe de campagne de M. Fernando Haddad, alors dans la course pour la mairie de São Paulo, était catégorique : la présidente Dilma Rousseff ne pouvait sérieusement songer à tenir son meeting de soutien au candidat du Parti des travailleurs (PT) ce vendredi 19 octobre 2012, pile à l’heure où serait diffusé le dernier épisode d’« Avenida Brasil », la telenovela à sensation de la chaîne Globo. Ce soir-là, des dizaines de millions de Brésiliens assisteraient à l’affrontement final entre les deux héroïnes, Nina et Carminha, afin de savoir qui a tué Max. Convaincue, la présidente a repoussé le rassemblement au lendemain.

« Avenida Brasil » a marqué le retour des grand-messes réunissant la majorité des familles devant le petit écran. Une gageure quand on se souvient que la telenovela brésilienne, la novela, comme on préfère l’appeler ici, a fêté ses 60 ans en 2012.

Lorsque surgit la télévision au Brésil, les soap operas américains ont déjà conquis Cuba, via Miami. Et c’est naturellement vers les auteurs de l’île effrayés par la révolution que se tournent les chaînes, à commencer par la pionnière, TV Tupi. « Le droit de naître », diffusé en 1964, est ainsi une adaptation de la production radiophonique éponyme qui inonda les ondes de l’île caribéenne en 1946. Comme à Cuba, le feuilleton a une fin, alors qu’aux Etats-Unis il peut s’étirer sur des décennies. Pour la première fois, la vie s’arrête à São Paulo et à Rio pendant une demi-heure, plusieurs fois par semaine… mais pas au même moment. La novela n’est pas encore quotidienne, et la transmission en réseau n’existe pas : à peine l’épisode diffusé à São Paulo, la pellicule est acheminée par avion ou en voiture vers Rio (la capitale jusqu’en 1960).

A l’époque, la trame est volontiers exotique, comme en témoignent des titres tels que « Le roi des Tziganes », « Le cheikh d’Agadir » ou « Le pont des soupirs ». En 1968, « Beto Rockfeller » marque une rupture. Pour la première fois, le héros vit à São Paulo. Il travaille chez un cordonnier, dans une artère populaire de la mégalopole, mais se prétend millionnaire à une autre adresse. Avec un vocabulaire de tous les jours, des références aux bonheurs et aux difficultés d’un Brésil urbain, d’autant mieux rendus que certaines scènes sont filmées en extérieur, la novela change de visage. « Désormais, elle incorporera les questions sociales et politiques qui travaillent le Brésil, alors qu’au Mexique ou en Argentine on en reste aux drames de famille », explique Maria Immacolata Vassallo de Lopes, qui coordonne le Centre d’études de la telenovela à l’Université de São Paulo (USP).

Puis apparaît TV Globo, qui s’empare du format. A tel point que, selon Bosco Brasil, un ex-auteur de la maison, « quand on dit “novela brésilienne”, on pense “novela de Globo” ». Née en 1965, un an après le coup d’Etat militaire, la chaîne est d’abord le fruit du génie politique de Roberto Marinho, héritier d’un journal important, le Globo, mais sans influence nationale. Il comprend combien il est stratégique pour la junte de réaliser l’intégration du territoire. Alors que, pour Juscelino Kubitschek (1956-1961), celle-ci passait par le tissage d’un réseau routier, les militaires, au pouvoir de 1964 à 1985, feront le pari des médias. Et, dans ce domaine, Globo sera une pièce centrale : « D’un point de vue économique, elle a joué un rôle essentiel dans l’intégration d’un pays aux dimensions continentales, à travers la formation d’un marché de consommateurs. D’un point de vue politique, sa programmation a porté un message national d’optimisme lié au développement, crucial pour soutenir et légitimer l’hégémonie du régime autoritaire (1) », analyse Venício de Lima, chercheur en communication à l’Université nationale de Brasília.

Beaucoup d’auteurs venus du théâtre

Avec le temps, la chaîne a créé « un répertoire commun, une communauté nationale imaginaire », explique Vassallo de Lopes. En 2011, 59,4 millions de foyers, soit 96,9 % du total, ont la télévision, et chaque Brésilien consomme en moyenne sept cents heures de programmes de Globo chaque année. Alors que le gaucho (habitant de l’extrême sud du pays), plus proche des Argentins dans son mode de vie, n’a pas grand-chose à voir avec un pêcheur d’Amazonie ou une agricultrice du Nordeste, tous partagent désormais le rêve de connaître Rio, principal décor des feuilletons de Globo, ou de porter la chemise blanche et la ceinture dorée de Carminha. L’identification est d’autant plus facile que la frontière entre fiction et réalité est floue. Lorsque les Brésiliens fêtent Noël, leurs héros sur le petit écran font de même. L’effondrement, réel, d’un immeuble à Rio de Janeiro en janvier 2012 est commenté par les personnages de « Fine figure » les jours suivants. Et quand, au cours d’un épisode, on enterre un élu fictif, de véritables hommes politiques acceptent de se faire filmer autour de son cercueil.

Jeunes et vieux, riches et pauvres, analphabètes et intellectuels : tous doivent pouvoir se contempler dans ce miroir. Selon la psychanalyste Maria Rita Kehl, « ces images uniques qui parcourent un pays aussi divisé que le Brésil contribuent à le transformer en une parodie de nation dont la population, unie non pas en tant que peuple, mais en tant que public, parle le même langage (2) ».

L’indéniable bienveillance des militaires n’explique pas seule comment Globo a pu imposer cette syntaxe. Aux heures de plus grande audience, la chaîne réussit la prouesse de diffuser ses propres productions ; en France, dans ces tranches horaires, ce sont souvent les séries américaines qui triomphent. « Tout cela repose sur un véritable talent artistique et technique, qui s’est concentré sur la novela », insiste Mauro Alencar, professeur de télédramaturgie brésilienne et latino-américaine à l’USP. Lorsqu’il décide de faire de la novela le cœur de sa chaîne, Marinho embauche à tour de bras. Paradoxalement, la dictature lui facilite la tâche, puisque la censure interdit à de bons auteurs de théâtre, souvent de gauche, de monter leurs pièces. C’est ainsi que des écrivains tels que Dias Gomes, Bráulio Pedroso ou Jorge Andrade se retrouvent à travailler pour le « docteur » Marinho et pour la télévision, qu’ils méprisaient auparavant.

Contre toute attente, ces grands noms se voient offrir une véritable liberté par les dirigeants de la chaîne, qui acceptent de tenir tête aux censeurs. Globo avait déjà tourné trente-six chapitres de « Roque Santeiro », de Dias Gomes, lorsque la novela fut interdite de diffusion. Elle connaîtra un succès retentissant lorsqu’elle sera tournée à nouveau, dix ans plus tard, en 1985, après l’avènement de la démocratie. En 1996, « O rei do gado » (« Le roi du troupeau »), de Benedito Ruy Barbosa, élégie à la réforme agraire, donne une visibilité inédite au Mouvement des sans-terre (MST).

« Cela fait trente-cinq ans que je travaille pour Globo, je suis l’auteur de dix-sept novelas, et on ne m’a jamais dit ce que je devais faire. J’ai toujours été totalement libre », témoigne Silvio de Abreu, l’un des principaux auteurs de la chaîne. Pour Maria Carmem Jacob de Souza Romano, professeure de communication à l’Université fédérale de Bahia, « les grands auteurs ont un pouvoir de négociation, bien sûr. Ils font preuve de bon sens et ne peuvent transformer la novela en brûlot social, mais ils ont la possibilité d’aborder les thèmes qui leur sont chers, si le succès est au rendez-vous ».

A partir du centre de Rio, il faut une bonne heure de voiture, quand la circulation est fluide, pour se rendre au Projac, l’usine à rêves montée par Globo à Jacarepaguá, dans la partie ouest de la ville. Plus d’un million et demi de mètres carrés, dont 70 % de forêt, permettent à la chaîne de concentrer, depuis 1995, les étapes de la production d’une telenovela. « Avant, les tournages étaient éclatés sur plusieurs studios dans toute la ville. Les concentrer permet une énorme économie de temps et d’argent », explique Mme Iracema Paternostro, responsable des relations publiques, en montrant une maquette des installations.

Une voiture est nécessaire pour en faire le tour. Ici, un bâtiment regroupe les équipes de recherche chargées de compiler les archives et les études de marché. Un peu plus loin, les costumes sont dessinés, cousus et soigneusement conservés, pour être utilisés à l’avenir. Puis on pénètre dans un gigantesque atelier de menuiserie où sont élaborés les meubles et les décors imaginés à quelques mètres de là : un salon du XIXe siècle, une rame de métro — le tout en pièces détachées, pour que l’on puisse les monter en quelques heures, dans l’un des quatre studios de mille mètres carrés où les novelas sont tournées tous les jours de l’année. Les pièces seront ensuite démontées et remisées pour des tournages futurs, ou détruites pour être recyclées.

A l’est du territoire se trouve la cité cinématographique, avec quelques équipements permanents, comme une curieuse église disposant d’une triple façade, l’une baroque, l’autre italienne, la troisième portugaise. « On a toujours besoin d’une église », s’amuse Mme Paternostro, en référence à l’incontournable mariage de l’épisode final. Derrière, ce sont de véritables pans de ville qui sont érigés pour neuf mois, la durée moyenne d’une novela. La moitié de l’action de « Salve Jorge », diffusé début 2013, se déroulant en Turquie, la direction artistique a reconstitué un petit Istanbul, en s’attachant aux moindres détails : une affiche arrachée, un livre tombé d’une bibliothèque, une théière traditionnelle. Pour monter ce décor, des milliers de photos ont été prises sur place, et une cargaison d’objets typiques rapportée à Rio. Des équipes ont également filmé des heures durant la vie de tous les jours, les vendeurs à la sauvette, le flux des voitures.

Lors du montage, les images, toujours en grand angle, s’insérent dans les scènes tournées dans la cité cinématographique. L’illusion fonctionne à merveille. Et le procédé ne concerne pas seulement les destinations lointaines : aux côtés du petit Istanbul, un dédale de rues recrée, sur mille huit cents mètres carrés, l’Alemão, l’une des plus grandes favelas de Rio de Janeiro. Là encore, on s’y croirait. Globo a même embauché Mme Adriana Souza, une vendeuse d’empadas, des chaussons fourrés à la viande ou aux crevettes, pour vendre ses produits dans le décor en carton-pâte comme elle le fait dans sa favela.

Toucher toutes les classes sociales

Le secret de la réussite de Globo, c’est sa capacité à industrialiser toutes les étapes de la création, pour parvenir à diffuser tous les jours au moins trois novelas, chacune comptant entre cent quarante et cent quatre-vingts épisodes d’une quarantaine de minutes, et durant six à neuf mois. A chaque horaire son ambiance, selon un modèle immuable depuis 1968 : la novela de 18 heures aborde un thème léger ; celle de 19 heures est souvent comique ; les questions sociales et les drames sont réservés à celle de 21 heures, l’horaire « noble ». Quant à la narration, elle reprend souvent les recettes typiques du mélodrame, tournant autour de la question de la famille, de l’identité et de la vengeance.

Produire une novela coûte cher : autour de 200 000 dollars par épisode, selon les estimations de Vassallo de Lopes. « Une forte tendance de ces dernières années est le remake des grands succès du passé », explique Nilson Xavier, auteur d’Almanaque de telenovela brasileira (Panda Books, 2007). « Un choix imbécile » aux yeux de Gilberto Braga, l’un des auteurs les plus courtisés de Globo. Pour lui, « il n’existe pas de recette ».

Une fois sa proposition adoptée, l’auteur s’entoure d’une poignée d’assistants, qui écriront une partie des dialogues et des scènes à un rythme forcené. Quelque trente épisodes sont tournés avant le lancement. Dès les premiers jours de la diffusion, la réaction du public est soigneusement auscultée, que ce soit à travers des enquêtes ou sur les réseaux sociaux. « La novela est une œuvre ouverte, explique M. Flávio Rocha, l’un des directeurs de Globo. Un couple peut paraître peu convaincant aux yeux du public et disparaître, alors qu’un personnage qui était secondaire peut devenir central s’il rencontre davantage de succès. L’auteur s’adapte. »

Le discours sur l’« œuvre ouverte » est un mythe cultivé par Globo. Car, avant de laisser divaguer leur imagination, les auteurs sont priés de penser aux coûts de production : idéalement, les scènes qui auront lieu dans un salon doivent être écrites à l’avance, pour être tournées dans la foulée, avant la destruction du décor et son remplacement par un autre dans le studio. Les acteurs enchaînent ainsi au cours du même après-midi le tournage de scènes des épisodes 8, 22, 24 et 42. Seuls ceux qui ont l’habitude de ce type de tournage parviennent à se retrouver dans l’intrigue.

Travailler avec une star est un casse-tête pour l’auteur : certains acteurs font stipuler dans leur contrat qu’ils ne vont au Projac que le mardi et le jeudi, ou exigent une fortune pour bousculer leur emploi du temps. Ils veulent également concentrer leurs scènes dans la même journée. « C’est pour cette raison, par exemple, que les grands personnages ne divorcent jamais : cela pourrait les contraindre à sortir de leur maison, qui constitue leur décor principal, et à tourner dans une multitude d’autres », s’amuse un auteur sous couvert d’anonymat. L’écriture doit être simple, suffisamment répétitive pour que le spectateur puisse renouer avec le cours de l’histoire après avoir raté certains épisodes. Mais les personnages n’en sont pas moins complexes, et la narration — qui renvoie souvent à un riche patrimoine littéraire — assez élaborée pour hanter la société des années après la diffusion.

Il faut de surcroît toucher toutes les classes sociales : « C’est l’impératif de la novela, comme celui du journal télévisé de Globo. Et pourtant, écrire pour tous est en apparence un contre-sens. Rares sont ceux qui y parviennent », souligne Bosco Brasil. Etre auteur de novela n’est pas donné à tout le monde : « Entre 1989 et 2004, vingt-cinq novelas ont été diffusées à l’horaire noble, et elles étaient signées par seulement six auteurs, en alternance », confirme Souza Romano. Le salaire des membres de ce petit club dépasse souvent les 100 000 euros par mois.

Une fortune pour les uns, mais une somme négligeable au regard de ce que rapporte ce produit artistique et commercial. On estime qu’une publicité de trente secondes durant la novela de l’horaire noble coûte autour de 350 000 reals (environ 115 000 euros). Et pour le dernier acte d’« Avenida Brasil », le prix a doublé. Ce soir-là, l’épisode durait soixante-dix minutes, près de deux heures avec la publicité. Entre les spots régionaux et nationaux, cinq cents espaces ont été vendus.

Le miroir de la modernité fonctionne d’autant mieux qu’il intègre un discours pédagogique sur les grandes causes endossées par la chaîne. Des études de la Banque interaméricaine de développement (BID) estiment que les novelas ont joué un rôle dans la forte réduction du nombre de naissances — le taux de fertilité a chuté de 60 % depuis les années 1970 — et dans le quintuplement des divorces (3). La leucémie de Camila, personnage de « Liens de famille », diffusée en 2000, a provoqué une explosion des dons d’organes. « Certaines novelas ont également beaucoup aidé à l’acceptation de l’homosexualité », ajoute Silvio de Abreu, rappelant que Globo dispose d’un département chargé de suggérer des thèmes de société.

Souvent politiquement correcte, l’évocation des débats de société constitue une marque de la novela brésilienne. Pour Globo, pièce centrale des Organisations Globo, le premier conglomérat médiatique d’Amérique latine, contrôlé par la seule famille Marinho, « c’est aussi une façon de se donner une bonne image, celle d’une chaîne privée préoccupée par une mission de service public », estime Souza Romano. De son côté, Alencar veut croire que l’ancienne devise de Globo, « A gente se vê por aqui » (« Ici, on retrouve sa propre vie »), et l’actuelle, « A gente se liga em você » (« Nous sommes branchés sur vous »), « ne sont pas seulement des slogans publicitaires : elles démontrent l’intense relation d’identification du public et l’intérêt de la chaîne pour les grands thèmes nationaux ».

Maintenir cette relation n’est pas simple. D’une part parce que si Globo reste la reine incontestée de la novela — les autres chaînes se bornant à copier son modèle de production sans se donner les moyens de le mettre en œuvre —, elle souffre de la concurrence d’Internet et du désintérêt d’une partie de la jeunesse. Jusqu’aux années 1970, les scores moyens d’audience des novelas dépassaient souvent 60 %. Aujourd’hui, capter l’intérêt de 40 % des foyers représente une réussite. En 2012, l’audience totale de Globo a atteint le niveau le plus bas de l’histoire, avec une chute de 10 % — qui a certes frappé toutes les chaînes. « Le problème, c’est qu’on regarde la novela sur son ordinateur, sur son téléphone, et nous ne disposons encore d’aucun instrument de mesure pour ces supports », plaide Alencar.

De fait, contre toute attente, la chute de l’audience n’a pas impliqué de réduction des bénéfices : les novelas rapportent plus que jamais. Dans les agences de publicité, on reconnaît que c’est en partie le résultat d’une certaine inertie. Comme pour la presse écrite, il est plus simple de pousser les annonceurs à concentrer leur budget sur quelques titres, sans prendre en compte leur impact moindre. Et cette illusion est alimentée par le fait que la novela a contaminé tous les espaces : des dizaines de revues lui sont consacrées, les réseaux sociaux entretiennent le suspense, sans parler des spécialistes en tout genre invités à parler du phénomène dans d’autres émissions de la chaîne, mais aussi dans les colonnes du journal O Globo, ainsi que sur les radios et les autres chaînes liées au groupe — une synergie encore peu étudiée dans les universités. « On parle et on entend parler de plus en plus de la novela, sans nécessairement la voir », constate Brasil.

D’autant que la société brésilienne a profondément changé au cours des dix dernières années, avec la sortie de la pauvreté de près de cinquante millions de personnes, arrivées sur le marché de la consommation de masse, et une réduction sensible des inégalités. « Ce sont des foyers dont le pouvoir d’achat a considérablement augmenté. Il devient donc plus intéressant d’investir en publicité », pointe Alencar.

Des héroïnes femmes de ménage

C’est d’ailleurs l’une des raisons de l’énorme succès d’« Avenida Brasil », qui doit son nom à la voie rapide reliant les quartiers périphériques du nord à la zone sud de Rio de Janeiro, riche et touristique. Ce qui a été décisif n’est pas tant l’intrigue — une jeune femme élevée sur une décharge municipale entend se venger d’avoir été abandonnée par sa belle-mère devenue riche — que l’apparition d’un nouveau type de protagoniste. Les traditionnelles scènes sur les plages d’Ipanema ou de Copacabana, les quartiers les plus huppés de Rio, ont été remplacées par une plongée dans un quartier fictif, le Divino, typique de la petite classe moyenne de la zone nord de la ville. Ce n’est pas la première fois que les pauvres sont représentés ; mais, généralement, leur seul rêve, qui se réalisait lors du happy end, était d’accéder au Rio riche et distingué. Pas dans « Avenida Brasil » : Jorge Tufão, le héros, devenu millionnaire grâce au football, reste dans le quartier de son enfance. On y parle haut et fort, et on ne sait pas utiliser ses couverts correctement, mais il s’y plaît. Enorme succès auprès de ce que le gouvernement s’emploie à décrire comme une « classe moyenne émergente » (en réalité davantage une « frange pauvre » de la population active), qui se voit pour la première fois représentée, comme auprès des plus riches, qui ont ainsi accès à un monde inconnu.

Ce cocktail de fierté chez les uns et de curiosité chez les autres explique également le retentissement de « Pleines de charmes » (2012), dont les héroïnes sont trois femmes de ménage : du jamais-vu. « Jusqu’alors, c’était un personnage secondaire, et souvent caricatural : la femme de ménage qui se mêle de tout dans la vie de sa patronne, sans existence propre », explique Xavier. Entre la hausse du salaire minimum, passé de 70 à 240 euros entre 2002 et 2013, et l’augmentation du niveau d’éducation — la proportion de jeunes âgés de 19 ans ayant été scolarisés pendant au moins onze ans est passée de 25,7 % en 2001 à 45 % en 2011 —, le rapport de forces a commencé à changer dans la société, poussant les auteurs, Filipe Miguez et Izabel de Oliveira, à imaginer ce scénario. « Auparavant, la femme de ménage n’apparaissait qu’à travers sa fonction. Nous avons décidé de la suivre dans sa vie, dans sa maison, dans la rue, dans ses rêves », raconte Miguez. Là encore, la performance est d’avoir réussi à ne pas braquer les plus riches, aux idées fort peu progressistes, comme l’a constaté l’auteur : « Nous avons fait un sondage qui posait des questions du type : “Est-il approprié qu’une domestique monte dans le même ascenseur que vous ?”, et la majorité a répondu non. »

Alors que, dans les bureaux du Projac, ils sont nombreux à plancher sur les transformations économiques et technologiques qui bouleversent le pays, de Abreu se veut philosophe : « Qu’on la regarde sur Internet ou sur un téléphone, pour moi, cela ne changera rien : je devrai toujours me lever tôt et écrire jusqu’à minuit, pour produire un chapitre par jour. »



Lamia Oualalou

Journaliste, Rio de Janeiro.